sábado, 27 de janeiro de 2018

[TEXTO] PORQUE ESSA É A MINHA PRIMEIRA VIDA

Postado por Bianca Barion às 01:14 0 comentários
                         
                       

E se meu maior sonho for o amor

Aqui eu permaneço, sozinha, agarrada ao vazio só imaginando segundos antes de adormecer
Cenários hipotéticos, fantásticos
Sentir-se apaixonada
Eu nem lembro mais como é
Mas sei que o coração se enche numa ternura
E então eu me imagino dividindo a cama com o grande amor da minha vida
O qual não sei onde está
O que deve estar fazendo agora na madrugada de uma sexta-feira úmida e quente
Mas eu imagino uma pessoa deitada, pijama cinza, porque gosto dessa cor, cabelos pretos
Porque é o tom que cai bem ao seu rosto
Ela dorme confortavelmente e o cheiro de sabonete exala dela
Eu levanto para pegar água com a felicidade de saber que, ao voltar, um abraço me espera na cama quente
Então eu sento na beirada da cama e o observo
Amo você, eu digo baixo
Obrigada por me fazer a mulher mais feliz do mundo
Isso eu penso, porque ela já sabe
Faço planos para amanhã de manhã
Talvez um passeio de carro com ela até o mercado
Qualquer coisa parece divertida quando seu sorriso aparecer
Aquele que faz seus olhos fecharem completamente quando ela o exibe
Mas me vejo de novo agarrada a essa esperança que, sim, você está lá fora
Nessa sexta-feira
Procurando por mim também
Então, não demore
Mas também não corra demais
Eu durmo tarde e posso te esperar mais um pouco
Assim como você me espera, eu te espero também
Mesmo se o pijama não for cinza, caso o cabelo seja claro e o sorriso discreto
Eu só preciso imaginá-la de alguma forma

Eu só preciso acreditar no meu maior sonho


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

[TEXTO] O DESPERTAR DOS TEUS OLHOS

Postado por Bianca Barion às 22:46 1 comentários

E se fosse necessário fazer o retrato do amor ele seria moldado com a forma de alguém deitado em uma cama, 1h45 da manhã de uma quarta-feira, onde às 6h00 é esperado que já se esteja de pé, cabelo penteado, rosto limpo e café na caneca de porcelana. Mas ainda são 1h46 e a luz amarela do abajur projeta-se na parede branca e quase que dá para ver aquele olhar vago para a parte do quarto que ainda permanece escura. Olhar cansado de quem se vê imerso em um ambiente decorado de dúvidas as quais ali, naquela madrugada, não serão resolvidas e talvez nunca sejam. É a troca de lado da cama, o ritual de amassar os travesseiros e encontrar-se repetidamente em uma teia de lençóis emaranhados. O fechar de olhos que não leva ao inalcancável dormir e sim aos olhos de cor caramelo esverdeado e à lembrança do toque da mão. Quando a luz tímida do dia surge pela fresta da janela é que se percebe que nenhuma noite de sono cura o que o coração carrega.

And if it were necessary to make a portrait of love, it would be shaped by someone lying in bed, at 1:45 am on a Wednesday, where at 6:00 am you are expected to be up, hair combed, face clean and coffee. in the porcelain mug. But it's still 1:46 and the yellow light from the lamp projects itself on the white wall and you can almost see that vacant stare at the part of the room that still remains dark. The tired look of someone who finds himself immersed in an environment decorated with doubts which, at that dawn, will not be resolved and perhaps never will be. It's the changing sides of the bed, the ritual of crumpling the pillows and finding yourself repeatedly in a web of tangled sheets. The closing of the eyes that does not lead to the unreachable sleep, but to the caramel-green eyes and the memory of the touch of the hand. When the shy light of the day appears through the crack in the window, it's when you realize that no night's sleep cures what the heart carries.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

[TEXTO] 3:00 AM

Postado por Bianca Barion às 02:01 2 comentários


Imagem de art, painting, and drawing


Hoje você veio me visitar no começo da madrugada, fazia tempo que isso não acontecia. Você costumava entrar em meu inconsciente por meio de cenários pintados de um cinza escuro, onde eu não conseguia distinguir muita coisa além da sua voz que ia se esvaindo para longe de mim.
Talvez você não tenha vindo mais porque sabia que eu estava ocupada tomando conta de uma visita, eu estive tentando amar outra pessoa, não tive tempo para deixar a porta destrancada. Agora que todo o espaço encontra-se estranhamente vazio, você apareceu.

Estávamos imersos sob pingos de água que caiam sincronicamente sobre nossos cabelos já molhados, transformando-os em um castanho escuro. Você sorria como se soubesse que eu sentia sua falta e me levou para uma cena que eu experimentei pela primeira vez com você. Ali, eu não me lembro de você ter me dito nada, mas seus olhos, escuros agora como seus fios de cabelo, diziam tanta coisa. Houve um toque sobre meus ombros pelos seus dedos molhados e enrugados. “Como você está?” eles sussurravam. Minhas lágrimas não aparecerem porque os pingos do chuveiro agora eram mais fortes. “Eu sei”, novamente outra parte sua falava, “Só o meu toque alcança cada fibra tua”. E eu concordo, silenciosamente.


Como de costume, você sumiu sem se despedir, e agora eu não quero que as luzes do meu quarto se apaguem para que eu me encontre com você novamente. A cama parece grande e vazia demais e tenho medo de fechar meus olhos. Não quero ser lembrada que todo esse tempo eu estive sentindo sua falta. Que eu nunca amei ninguém como amei você e que nenhum abraço me acolhei como o seu. Que todo esse tempo que estive com outro alguém, só metade do meu coração se permitiu, porque ele completo só cabe você.

Assim como nessa imensa cama que você jamais chegou a se deitar e onde nessa pequena cidade você jamais chegou a vir. Você me visita apenas dessa maneira distante, mas é nesse momento, nesse exato momento que sei que minha alma também viaja até você. Me vejo no apartamento 13 seguindo em direção ao seu antigo quarto onde agora nem você está mais e percebo, me dividindo em pedaços sobre um chão frio, que tudo acabou e que me resta apenas isso.

Você batendo em minha porta às três horas da manhã e eu, sem escolha, te deixo entrar. 


sexta-feira, 10 de junho de 2016

[TEXTO] VOCÊ MUDOU E EU ME MUDEI DE VOCÊ

Postado por Bianca Barion às 17:58 1 comentários


Foi naquele dia. Quase dois anos depois de eu ter sentido que você faria parte de mim e da minha vida. Onde eu descobri que o lugar ao qual eu pertencia podia ser uma pessoa. Você era meu lar. O lugar em onde eu me sentia segura e de onde eu sentia saudades ao me afastar. E agora, com o efeito do tempo pesando sobre nós, acordo ao seu lado, você levanta apressado, de costas e de tão longe eu percebo que você não é mais minha casa. Você se tornou uma espécie de albergue velho e longe de tudo que eu procuro quando compro uma passagem só de ida pra solidão. Um tipo de amor raso, aguado e sem cor. Aquele tipo que não quero mais.

Você toma seu caminho pela direita e eu vou no sentido contrário, exatamente como nossas vidas. Linhas que já estiveram tão enroscadas e que agora não se encontram mais. A cada passo que dou, o peso do meu peito diminui ao saber que nunca mais virei ao seu encontro. Me alívio em saber que estou sorrindo em meio a cada lembrança que essas ruas me dão, porque sei que dessa vez é uma decisão minha e não sua. Não é você quem vai me deixar de novo sem respostas. Não é você quem vai fugir para não ter de contar a mim o que estava fazendo. Me usando. Me iludindo. Me destruindo. Não terei de ouvir mentiras tão bem arquitetadas, mas que com um sopro vão ao chão. Eu estou me mudando.

Não correrei para seu peito. O lugar em que eu fugia de tudo e me abrigava de todo mal que circundava lá fora, mas foi quando eu descobri que o inimigo estava próximo de mim, sob o mesmo teto, que vi que nada ali me pertencia. Nada naquela casa era meu, nenhum sentimento, nenhum afeto. Eu me libertei de toda mobília e memórias.

Você mudou e eu me pergunto se sua alma se encontra enterrada em alguma parte de dentro do seu corpo ou se aquela pessoa que me apaixonei sequer chegou a existir. Talvez tudo fosse uma projeção da minha cabeça, talvez eu mesma tenha te colocado em um pedestal enorme que nunca mereceu. Talvez eu procurasse motivos para te enriquecer com qualidades que nunca existiram. Você mudou e eu não quero mais ser a mesma. Não posso e não devo.

E quando tudo mudou, seu riso não mais ecoava nos meus ouvidos. Suas palavras não mais me afetavam. Seu toque proposital, vazio de qualquer sentimento, não me tocam mais. O castanho dos seus olhos se transformaram em uma simples escuridão perversa. Seu beijo perdeu o gosto e o amor no seu peito já não mora mais.

Você mudou e eu me mudei de você.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

[PARA SE INSIPRAR] CARTAS A UM JOVEM POETA

Postado por Bianca Barion às 16:43 0 comentários
Momentos como a falta de criatividade podem ser maçantes e longos para qualquer um que escreve. Assim como dúvidas que nos assombram em relação ao texto que redigimos. Bom ou péssimo?  Parece sempre haver uma linha tênue entre os dois. Andei por muito tempo me perguntando se estava seguindo o caminho certo e o livro ‘’Cartas a um Jovem Poeta’’ de Rainer Maria Rilke, apareceu como um delicioso conselho. Com certeza o livro inteiro parece dedicado a quem lê, como se o autor soubesse o que nos aflige. No post de hoje, decidi pegar trechos da obra que podem nos trazer inspirações.

 ‘’Ninguém pode aconselhá-lo e ajudá-lo. Ninguém. Há apenas um meio. Volte-se para si mesmo. Investigue o motivo que o impele a escrever; comprove se ele estende as raízes até o ponto mais profundo do seu coração, confesse a si mesmo se o senhor morreria caso fosse proibido de escrever. Sobretudo isto: pergunte a si mesmo na hora mais silenciosa de sua madrugada: preciso escrever? Desenterre de si mesmo uma resposta profunda. E, se ela for afirmativa, se o senhor for capaz de enfrentar essa pergunta grave com um forte e simples ‘’Preciso’’, então construa sua vida de acordo com tal necessidade. ’’

‘’Ser artista significa: não calcular nem contar; amadurecer como uma árvore que não apressa sua seiva e permanece confiante durante as tempestades de primavera, sem o temor de que o verão possa não vir depois. Ele vem apesar de tudo. Mas só chega para os pacientes, para os que estão ali como se a eternidade se encontrasse diante deles, com toda a amplidão e a serenidade, sem preocupação alguma. Aprendo isto diariamente, aprendo em meio a dores às quais sou grato: paciência é tudo! ’’

"O senhor é tão jovem, tem diante de si todo começo, e eu gostaria de lhe pedir da melhor maneira que posso, meu caro, para ter paciência em relação a tudo que não está resolvido em seu coração. Peço-lhe que tente ter amor pelas próprias perguntas, como quartos fechados e como livros escritos em uma língua estrangeira. Não investigue agora as respostas que não lhe podem ser dadas, porque não poderia vivê-las. E é disto que se trata, de viver tudo. Viva agora as perguntas. Talvez passe, gradativamente, em um belo dia, sem perceber, a viver as respostas. Talvez o senhor já traga consigo a possibilidade de construir e formar, como um modo de viver especialmente afortunado e puro; eduque-se para isso. Mas aceite com grande confiança o que vier, e se vier apenas de sua vontade, se for proveniente de qualquer necessidade de seu íntimo, aceite-o e não o odeie. 

Desejo que todos vivam suas próprias perguntas com muita maturidade e sem pressa. Já que escrever é expor seu interior para as pessoas, o que pode dar receio e dúvidas de como fazê-lo. Toda caminhada de auto-conhecimento demanda tempo e só dessa maneira aprenderemos a melhor maneira de colocar para fora tantos sentimentos e pensamentos, e disso que um escritor sobrevive; amor pelo o que faz, seu conhecimento acerca do mundo e de si próprio.  


Boa sorte e grande beijo.
:D

domingo, 29 de maio de 2016

[TEXTO] A GRANDE DOR DO PRIMEIRO AMOR

Postado por Bianca Barion às 14:43 0 comentários

Imagem de art, love, and waves


O primeiro amor sempre vai ser aquele buraco deixado no peito. O primeiro vazio que você perceberá que não há alguém para preenche-lo. Não aquele primeiro menino que gostamos quando temos 12 anos. Aquele da quadra do prédio. Aquele que te dá oi às vezes. Não. Aquela primeira pessoa que faz você sentir o amor, e meu Deus, como é difícil arrancá-la.

Aquele que você conheceu para lá dos 18 anos e que te chamou para sair mais de uma vez. Que não cansou na segunda vez e não fugiu na terceira. Você descobriu a mão que se encaixava perfeitamente na sua, como um quebra cabeça finalmente terminado. Aquele silêncio que não incomoda, o beijo que acontece no meio da caminhada escura e chuvosa, onde você se esquece que seu rímel já está na suas bochechas e seu cabelo armado. Esquecendo quem você é e trazendo à tona tudo de melhor que você possa oferecer. O nervosismo frequente toda vez que vai o ver. E os cenários começando a mudar. Você vê a imagem dele esperando por você com aquele moletom vinho no parque, no metrô, no shopping, na casa dele.

A primeira pessoa que você conheceu o som do coração ao deitar sobre seu peito, e que fez o seu disparar por uma noite inteira numa mistura de euforia e suor. Onde nenhum corpo ficara tão próximo do seu e nenhum sentimento tinha te invadido a alma. A garganta seca e o cansaço da voz, onde ele te olha tão perto, emaranhando as mãos em seu cabelo úmido, provocando sensações em cada fibra de um corpo tremulo.

Você pode perceber que está apaixonada.

Talvez ele te provocasse as maiores dúvidas de sua vida, o maior medo do que será amanhã quando não estivessem juntos. Talvez ele passe alguns dias sem te responder, talvez você não saiba como foi o dia dele hoje. Talvez você chore a noite inteira por motivos os quais você nem sabe quais são, porque você ainda não sabe amar. Não sabe lidar com tanta coisa junta. E ele pode aparecer dias depois, fazendo o peso do seu peito diminuir em segundos e fazer o suspiro mais longo de alivio aparecer.

Os meses podem se passar, quem sabe anos de idas e voltas. Quem sabe nunca houve uma rotulação de nada entre vocês. Ele não foi apresentado como seu namorado para sua mãe, mas ela sabia dele. Nunca houve uma certeza entre vocês. Ele pode ter te apresentado para os amigos, aqueles que você não vê tem um ano. Você pode ter enchido os ouvidos das suas amigas falando dele. Ele pode ter dito que gostava de você, e você sussurrado de madrugada que o amava. Ele pode ter prometido que te veria na próxima semana, só que essa semana pode nunca ter chegado.


Pode ser que seu primeiro amor tenha acabado, assim, do nada, da mesma forma em que começou. E talvez esse amor te assombre para sempre. Você pode ver ele seguindo a vida por meio de fotos. E isso possa doer. Não. Eu tenho certeza que isso doerá muito. Aquela música que você ouvia vai doer. E então tempo suficiente passará até que ele se torne uma lembrança borrada em sua memória. Talvez você sorria. Talvez chore. Talvez sinta ele te esquecendo. Mas saberá que tudo valeu a pena, porque ele foi o primeiro a te dar o sentimento mais bonito que você sentiu.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

[PARA SE INSPIRAR] LITERATURA ASIÁTICA

Postado por Bianca Barion às 15:31 0 comentários
Expandindo meu amor pela cultura asiática, resolvi falar de alguns livros com autores da Ásia traduzidos para o português. :D 

LITERATURA JAPONESA

Haruki Murakami é um grande sucesso no Japão e mundo a fora, por isso vale a pena conferir seus livros traduzidos, que somam em 12. Seu mais recente prêmio conquistado foi o de ‘’literatura Hans Christian Andersen’’, onde nomes como Paulo Coelho e J.K Rowling já foram consagrados.

Kafta à Beira-Mar

Autor: Haruki Murakami                      
Editora: Objetiva

Sinopse: Kafka Tamura é um solitário menino de 15 anos que decide fugir da casa do pai para escapar de uma terrível profecia, além de tentar encontrar a mãe e a irmã, que partiram quando ele ainda era criança. Ele leva poucos pertences em uma mochila e não sabe nem ao menos que rumo seguir. Sua rota de fuga irá se cruzar, inevitavelmente, com a de Satoru Nakata, um homem idoso que, após passar por um trauma inexplicável na infância, adquiriu estranhos poderes sobrenaturais.
A odisseia desses personagens, tão misteriosa para eles quanto para nós, será pontilhada por provações e descobertas, em uma das mais surpreendentes obras da literatura dos últimos anos.

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Caçando Carneiros 

Autor: Haruki Murakami                   

Editora: Alfaguara Brasil


Sinopse: Lançado originalmente no Japão em 1982, 'Caçando carneiros' é o romance que tornou Haruki Murakami conhecido mundialmente. Permeado de mitologia e mistério, a obra é um thriller literário extraordinário. O protagonista do livro é um personagem, do qual não sabemos o nome, que leva uma vida tranquila trabalhando numa agência de publicidade, convivendo com a ex-mulher e alguns amigos - todos muito comuns, ou assim parece. Mas tudo muda depois que ele recebe uma carta misteriosa e conhece pessoas inesperadas - uma modelo de orelhas sedutoras, um grupo político de direita com um chefe enigmático e, por incrível que pareça, um homem-carneiro. Lançado em uma busca fantástica, ele terá que atravessar o Japão para encontrar o único carneiro que pode trazer novamente algum sentido ao seu cotidiano. Nessa jornada, nosso narrador se verá no lugar de um excêntrico detetive que, ao mesmo tempo em que esclarece pistas, descobre um pouco mais sobre si mesmo. Murakami é um autor que sabe contar histórias extraordinárias como ninguém. Ao mesclar situações banais a fatos inexplicáveis, ele faz com que o leitor mergulhe em seu universo e se deixe levar por suas narrativas oníricas.

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Mar inquieto  

Autor: Yukio Mishima                     

Editora: Companhia das Letras

Sinopse: O jovem pescador Shinji conhece Hatsue, uma mergulhadora de beleza inquietante, na orla da praia de Utajima, onde mora com a mãe e o irmão. Hatsue é filha de Terukishi Miyata, um dos homens mais ricos da pequena vila pesqueira japonesa. Shinji e Hatsue se apaixonam e frustram a vontade do pai da garota de vê-la casada com Yasuo, pretendente a quem ela fora prometida. Tem início uma história de amor proibida, de desenlace imprevisível. 

Yukio foi um grande nome da literatura japonesa. Seu primeiro livro publicado foi ‘’Confissões de uma máscara’’ onde o leitor leva a misturar suas sensações e experiências com a do personagem. Em sua vida, Yukio escreveu mais de 40 novelas, peças e ensaios.

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LITERATURA CHINESA


A Montanha e o Rio

Autor: Da Chen                             

Editora: Nova Fronteira

Sinopse: ‘A montanha e o rio' narra a saga de dois irmãos que trilham caminhos distintos, mas cujas vidas se encontram quando se mesclam inevitavelmente aos acontecimentos que marcam a história política e social da China no final do século XX. Numa trama repleta de conspiração, mistério e paixão, Tan e Shento se tornam inimigos ferozes tanto no campo político quanto no pessoal, pois, por um capricho do destino, se apaixonam pela mesma mulher, o que contribui para acirrar ainda mais o ódio que sentem um pelo outro. Com esta história envolvente, que levou oito anos para ser concluída, Da Chen, conhecido por suas obras memorialísticas, faz sua primeira incursão pela área da ficção. A marca de Da Chen está por certo presente nesta narrativa que possui também traços do romance histórico e é perpassada pelas milenares tradições do Oriente e suas relações com o mundo ocidental.
Outro livro do autor Da Chen que vale a pena conferir é ‘’A última imperatriz’’, um romance o qual o personagem principal, Samuel Pickens, vai atrás dos segredos em relação à morte de sua esposa. 

Outro livro do autor Da Chen que vale a pena conferir é ‘’A última imperatriz’’, um romance o qual o personagem principal, Samuel Pickens, vai atrás dos segredos em relação à morte de sua esposa.


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Legend

Autora: Marie Lu                                 

Editora: Rocco

Sinopse: Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C, na atual República da América. Conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda.

Marie Lu é uma escritora chinesa de romance jovem-adulto. É especialmente conhecida pela trilogia ‘’Legend’’ traduzido para o português. 

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Pequim em Coma

Autor: Ma Jian                           

Editora: Record

Sinopse: Com humor negro, fina ironia, beleza poética e uma raiva profunda, este extraordinário romance conta a história de Dai Wei, um dos estudantes envolvidos nas manifestações. Há quase uma década em coma profundo, após ser atingido pela bala de um dos soldados, seu corpo é sua prisão. Mas as lembranças permitem a fuga.
Conforme o relato minuto a minuto dos acontecimentos que culminam no tiro se torna mais intenso, o leitor se vê hipnotizado por uma fascinante jornada emocional, onde os limites entre vida e a morte se tornam cada vez mais nebulosos.

Ma Jian é um escritor chinês, seu primeiro trabalho traduzido para o inglês foi ‘’Strick Out Your Tongue’’. Seus livros possuem uma linguagem mais violenta e retratam coisas como sexo e violência. 

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LITERATURA COREANA 

Por favor, Cuide da Mamãe

Autora: Kyung Sook Shin                    

Editora: Intrínseca

Sinopse: Park So-nyo, 69 anos, mãe de cinco filhos, desapareceu. Ao chegar a Seul para visitá-los, saindo de sua aldeia com o marido, com quem é casada há mais de 50 anos, ela é deixada para trás em meio à multidão em uma plataforma da estação de metrô. Como fez a vida toda, ele simplesmente supôs que a esposa o seguia. Essa é a última vez em que Park é vista.Começa então a procura, liderada pelos filhos e o marido, que se transforma em uma exploração emocional repleta de remorso e marcada pela triste descoberta de uma mulher que ninguém nunca conheceu. Narrado pelas vozes de uma filha, de um filho, do marido e da própria mulher desaparecida, Por favor, cuide da Mamãe é, ao mesmo tempo, um retrato da Coreia do Sul contemporânea e uma história universal sobre família e amor. 

A autora Kyung é sul-coreana e já escreveu sete romances e três obras de não-ficção. Em 2012, conquistou o prêmio ‘’Man de Literatura Asiática’’ com Por favor, Cuide da Mamãe, sendo a primeira mulher a ganha-lo. 

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Infelizmente, livros traduzidos do coreano estão em falta, mas se alguém quiser saber sobre novelas coreanas (dorama), eu estou sempre aí com uma lista imensa HAHAHAHA.

Espero que tenham gostado e se inspirado a ler algum. 


Grande beijo :*  



 

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