And if it were necessary to make a portrait of love, it would be shaped by someone lying in bed, at 1:45 am on a Wednesday, where at 6:00 am you are expected to be up, hair combed, face clean and coffee. in the porcelain mug. But it's still 1:46 and the yellow light from the lamp projects itself on the white wall and you can almost see that vacant stare at the part of the room that still remains dark. The tired look of someone who finds himself immersed in an environment decorated with doubts which, at that dawn, will not be resolved and perhaps never will be. It's the changing sides of the bed, the ritual of crumpling the pillows and finding yourself repeatedly in a web of tangled sheets. The closing of the eyes that does not lead to the unreachable sleep, but to the caramel-green eyes and the memory of the touch of the hand. When the shy light of the day appears through the crack in the window, it's when you realize that no night's sleep cures what the heart carries.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
[TEXTO] O DESPERTAR DOS TEUS OLHOS
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017
[TEXTO] 3:00 AM

Hoje você
veio me visitar no começo da madrugada, fazia tempo que isso não acontecia.
Você costumava entrar em meu inconsciente por meio de cenários pintados de um
cinza escuro, onde eu não conseguia distinguir muita coisa além da sua voz que
ia se esvaindo para longe de mim.
Talvez você
não tenha vindo mais porque sabia que eu estava ocupada tomando conta de uma
visita, eu estive tentando amar outra pessoa, não tive tempo para deixar a
porta destrancada. Agora que todo o espaço encontra-se estranhamente vazio, você
apareceu.
Estávamos
imersos sob pingos de água que caiam sincronicamente sobre nossos cabelos já
molhados, transformando-os em um castanho escuro. Você sorria como se soubesse
que eu sentia sua falta e me levou para uma cena que eu experimentei pela
primeira vez com você. Ali, eu não me lembro de você ter me dito nada, mas seus
olhos, escuros agora como seus fios de cabelo, diziam tanta coisa. Houve um
toque sobre meus ombros pelos seus dedos molhados e enrugados. “Como você está?”
eles sussurravam. Minhas lágrimas não aparecerem porque os pingos do chuveiro
agora eram mais fortes. “Eu sei”, novamente outra parte sua falava, “Só o meu
toque alcança cada fibra tua”. E eu concordo, silenciosamente.
Como de
costume, você sumiu sem se despedir, e agora eu não quero que as luzes do meu
quarto se apaguem para que eu me encontre com você novamente. A cama parece grande e vazia demais e tenho medo de fechar meus olhos. Não quero ser
lembrada que todo esse tempo eu estive sentindo sua falta. Que eu nunca amei
ninguém como amei você e que nenhum abraço me acolhei como o seu. Que todo esse tempo que estive com outro alguém, só
metade do meu coração se permitiu, porque ele completo só cabe você.
Assim como nessa imensa cama que você jamais chegou a se deitar e onde nessa pequena cidade você jamais chegou a vir. Você me visita apenas dessa maneira distante, mas é nesse momento, nesse exato momento que sei que minha alma também viaja até você. Me vejo no apartamento 13 seguindo em direção ao seu antigo quarto onde agora nem você está mais e percebo, me dividindo em pedaços sobre um chão frio, que tudo acabou e que me resta apenas isso.
Você batendo em minha porta às três horas da manhã e eu, sem escolha, te deixo entrar.
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sexta-feira, 10 de junho de 2016
[TEXTO] VOCÊ MUDOU E EU ME MUDEI DE VOCÊ
Foi naquele dia. Quase dois anos depois de eu ter sentido que você faria
parte de mim e da minha vida. Onde eu descobri que o lugar ao qual eu
pertencia podia ser uma pessoa. Você era meu lar. O lugar em onde eu me sentia segura e de onde eu sentia saudades ao me afastar. E agora, com
o efeito do tempo pesando sobre nós, acordo ao seu lado, você levanta apressado, de costas e de tão longe eu percebo que você não é mais minha casa. Você se tornou
uma espécie de albergue velho e longe de tudo que eu procuro quando compro uma
passagem só de ida pra solidão. Um tipo de amor raso, aguado e sem cor. Aquele
tipo que não quero mais.
Você toma seu caminho pela direita e eu vou no sentido contrário,
exatamente como nossas vidas. Linhas que já estiveram tão enroscadas e que agora
não se encontram mais. A cada passo que dou, o peso do meu peito diminui ao
saber que nunca mais virei ao seu encontro. Me alívio em saber que estou
sorrindo em meio a cada lembrança que essas ruas me dão, porque sei que dessa
vez é uma decisão minha e não sua. Não é você quem vai me deixar de novo sem
respostas. Não é você quem vai fugir para não ter de contar a mim o que estava
fazendo. Me usando. Me iludindo. Me destruindo. Não terei de ouvir mentiras tão
bem arquitetadas, mas que com um sopro vão ao chão. Eu estou me mudando.
Não correrei para seu peito. O lugar em que eu fugia de tudo e me
abrigava de todo mal que circundava lá fora, mas foi quando eu descobri que o
inimigo estava próximo de mim, sob o mesmo teto, que vi que nada ali me
pertencia. Nada naquela casa era meu, nenhum sentimento, nenhum afeto. Eu me
libertei de toda mobília e memórias.
Você mudou e eu me pergunto se sua alma se encontra enterrada em alguma parte
de dentro do seu corpo ou se aquela pessoa que me apaixonei sequer chegou a
existir. Talvez tudo fosse uma projeção da minha cabeça, talvez eu mesma tenha
te colocado em um pedestal enorme que nunca mereceu. Talvez eu procurasse
motivos para te enriquecer com qualidades que nunca existiram. Você mudou e eu
não quero mais ser a mesma. Não posso e não devo.
E quando tudo mudou, seu riso não mais ecoava nos meus ouvidos. Suas
palavras não mais me afetavam. Seu toque proposital, vazio de qualquer
sentimento, não me tocam mais. O castanho dos seus olhos se transformaram em uma simples escuridão perversa. Seu beijo perdeu o gosto e o amor no seu peito já
não mora mais.
Você mudou e eu me mudei de você.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
[PARA SE INSIPRAR] CARTAS A UM JOVEM POETA
Momentos como a falta de criatividade podem ser maçantes e
longos para qualquer um que escreve. Assim como dúvidas que nos assombram em
relação ao texto que redigimos. Bom ou péssimo? Parece sempre haver uma linha tênue entre os
dois. Andei por muito tempo me perguntando se estava seguindo o caminho certo e
o livro ‘’Cartas a um Jovem Poeta’’ de Rainer Maria Rilke, apareceu como um
delicioso conselho. Com certeza o livro inteiro parece dedicado a quem lê, como
se o autor soubesse o que nos aflige. No post de hoje, decidi pegar trechos da
obra que podem nos trazer inspirações.
‘’Ninguém pode
aconselhá-lo e ajudá-lo. Ninguém. Há apenas um meio. Volte-se para si mesmo.
Investigue o motivo que o impele a escrever; comprove se ele estende as raízes
até o ponto mais profundo do seu coração, confesse a si mesmo se o senhor
morreria caso fosse proibido de escrever. Sobretudo isto: pergunte a si mesmo
na hora mais silenciosa de sua madrugada: preciso escrever? Desenterre de si
mesmo uma resposta profunda. E, se ela for afirmativa, se o senhor for capaz de
enfrentar essa pergunta grave com um forte e simples ‘’Preciso’’, então
construa sua vida de acordo com tal necessidade. ’’
‘’Ser artista significa: não calcular nem contar;
amadurecer como uma árvore que não apressa sua seiva e permanece confiante durante
as tempestades de primavera, sem o temor de que o verão possa não vir depois.
Ele vem apesar de tudo. Mas só chega para os pacientes, para os que estão ali
como se a eternidade se encontrasse diante deles, com toda a amplidão e a serenidade,
sem preocupação alguma. Aprendo isto diariamente, aprendo em meio a dores às quais sou grato: paciência é tudo! ’’
"O senhor é tão jovem, tem
diante de si todo começo, e eu gostaria de lhe pedir da melhor maneira que
posso, meu caro, para ter paciência em relação a tudo que não está resolvido em
seu coração. Peço-lhe que tente ter amor pelas próprias perguntas, como quartos
fechados e como livros escritos em uma língua estrangeira. Não investigue agora
as respostas que não lhe podem ser dadas, porque não poderia vivê-las. E é
disto que se trata, de viver tudo. Viva agora as perguntas. Talvez passe,
gradativamente, em um belo dia, sem perceber, a viver as respostas. Talvez o
senhor já traga consigo a possibilidade de construir e formar, como um modo de
viver especialmente afortunado e puro; eduque-se para isso. Mas aceite com
grande confiança o que vier, e se vier apenas de sua vontade, se for
proveniente de qualquer necessidade de seu íntimo, aceite-o e não o odeie. ‘’
Desejo que todos
vivam suas próprias perguntas com muita maturidade e sem pressa. Já que escrever é expor seu interior para as pessoas, o que pode dar receio e dúvidas de como fazê-lo. Toda caminhada de auto-conhecimento demanda tempo e só dessa maneira aprenderemos a melhor maneira de colocar para fora tantos sentimentos e pensamentos, e disso que um escritor sobrevive; amor pelo o que faz, seu conhecimento acerca do mundo e de si próprio.
Boa sorte e
grande beijo.
:D
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domingo, 29 de maio de 2016
[TEXTO] A GRANDE DOR DO PRIMEIRO AMOR
O primeiro amor sempre vai ser aquele buraco deixado no
peito. O primeiro vazio que você perceberá que não há alguém para preenche-lo. Não
aquele primeiro menino que gostamos quando temos 12 anos. Aquele da quadra do
prédio. Aquele que te dá oi às vezes. Não. Aquela primeira pessoa que faz você
sentir o amor, e meu Deus, como é difícil arrancá-la.
Aquele que você conheceu para lá dos 18 anos e que te chamou
para sair mais de uma vez. Que não cansou na segunda vez e não fugiu na
terceira. Você descobriu a mão que se encaixava perfeitamente na sua, como um
quebra cabeça finalmente terminado. Aquele silêncio que não incomoda, o beijo
que acontece no meio da caminhada escura e chuvosa, onde você se esquece que
seu rímel já está na suas bochechas e seu cabelo armado. Esquecendo quem você é
e trazendo à tona tudo de melhor que você possa oferecer. O nervosismo
frequente toda vez que vai o ver. E os cenários começando a mudar. Você vê a
imagem dele esperando por você com aquele moletom vinho no parque, no metrô, no
shopping, na casa dele.
A primeira pessoa que você conheceu o som do coração ao
deitar sobre seu peito, e que fez o seu disparar por uma noite inteira numa
mistura de euforia e suor. Onde nenhum corpo ficara tão próximo do seu e nenhum
sentimento tinha te invadido a alma. A garganta seca e o cansaço da voz, onde
ele te olha tão perto, emaranhando as mãos em seu cabelo úmido, provocando
sensações em cada fibra de um corpo tremulo.
Você pode perceber que está apaixonada.
Talvez ele te provocasse as maiores dúvidas de sua vida, o
maior medo do que será amanhã quando não estivessem juntos. Talvez ele passe
alguns dias sem te responder, talvez você não saiba como foi o dia dele hoje.
Talvez você chore a noite inteira por motivos os quais você nem sabe quais são,
porque você ainda não sabe amar. Não sabe lidar com tanta coisa junta. E ele
pode aparecer dias depois, fazendo o peso do seu peito diminuir em segundos e
fazer o suspiro mais longo de alivio aparecer.
Os meses podem se passar, quem sabe anos de idas e voltas.
Quem sabe nunca houve uma rotulação de nada entre vocês. Ele não foi
apresentado como seu namorado para sua mãe, mas ela sabia dele. Nunca houve uma
certeza entre vocês. Ele pode ter te apresentado para os amigos, aqueles que
você não vê tem um ano. Você pode ter enchido os ouvidos das suas amigas
falando dele. Ele pode ter dito que gostava de você, e você sussurrado de
madrugada que o amava. Ele pode ter prometido que te veria na próxima semana,
só que essa semana pode nunca ter chegado.
Pode ser que seu primeiro amor tenha acabado, assim, do nada,
da mesma forma em que começou. E talvez esse amor te assombre para sempre. Você
pode ver ele seguindo a vida por meio de fotos. E isso possa
doer. Não. Eu tenho certeza que isso doerá muito. Aquela música que você ouvia
vai doer. E então tempo suficiente passará até que ele se torne uma lembrança
borrada em sua memória. Talvez você sorria. Talvez chore. Talvez sinta ele te
esquecendo. Mas saberá que tudo valeu a pena, porque ele foi o primeiro a te
dar o sentimento mais bonito que você sentiu.
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segunda-feira, 16 de maio de 2016
[PARA SE INSPIRAR] LITERATURA ASIÁTICA
Expandindo meu amor pela cultura asiática, resolvi
falar de alguns livros com autores da Ásia traduzidos para o português. :D
LITERATURA JAPONESA
Haruki Murakami é um grande sucesso no Japão e mundo a
fora, por isso vale a pena conferir seus livros traduzidos, que somam em 12.
Seu mais recente prêmio conquistado foi o de ‘’literatura
Hans Christian Andersen’’, onde nomes como Paulo Coelho e J.K Rowling já foram
consagrados.
Kafta à Beira-Mar
Autor:
Haruki Murakami
Editora:
Objetiva
Sinopse: Kafka
Tamura é um solitário menino de 15 anos que decide fugir da casa do pai para
escapar de uma terrível profecia, além de tentar encontrar a mãe e a irmã, que
partiram quando ele ainda era criança. Ele leva poucos pertences em uma mochila
e não sabe nem ao menos que rumo seguir. Sua rota de fuga irá se cruzar,
inevitavelmente, com a de Satoru Nakata, um homem idoso que, após passar por um
trauma inexplicável na infância, adquiriu estranhos poderes sobrenaturais.
A odisseia desses
personagens, tão misteriosa para eles quanto para nós, será pontilhada por
provações e descobertas, em uma das mais surpreendentes obras da literatura dos
últimos anos.
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Caçando Carneiros
Autor:
Haruki Murakami
Editora: Alfaguara Brasil
Sinopse: Lançado originalmente no
Japão em 1982, 'Caçando carneiros' é o romance que tornou Haruki Murakami
conhecido mundialmente. Permeado de mitologia e mistério, a obra é um thriller
literário extraordinário. O protagonista do livro é um personagem, do qual não
sabemos o nome, que leva uma vida tranquila trabalhando numa agência de
publicidade, convivendo com a ex-mulher e alguns amigos - todos muito comuns,
ou assim parece. Mas tudo muda depois que ele recebe uma carta misteriosa e
conhece pessoas inesperadas - uma modelo de orelhas sedutoras, um grupo
político de direita com um chefe enigmático e, por incrível que pareça, um
homem-carneiro. Lançado em uma busca fantástica, ele terá que atravessar o
Japão para encontrar o único carneiro que pode trazer novamente algum sentido
ao seu cotidiano. Nessa jornada, nosso narrador se verá no lugar de um
excêntrico detetive que, ao mesmo tempo em que esclarece pistas, descobre um
pouco mais sobre si mesmo. Murakami é um autor que sabe contar histórias
extraordinárias como ninguém. Ao mesclar situações banais a fatos
inexplicáveis, ele faz com que o leitor mergulhe em seu universo e se deixe
levar por suas narrativas oníricas.
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Mar inquieto
Autor:
Yukio Mishima
Editora:
Companhia das Letras
Sinopse: O jovem pescador Shinji
conhece Hatsue, uma mergulhadora de beleza inquietante, na orla da praia de
Utajima, onde mora com a mãe e o irmão. Hatsue é filha de Terukishi Miyata, um
dos homens mais ricos da pequena vila pesqueira japonesa. Shinji e Hatsue se
apaixonam e frustram a vontade do pai da garota de vê-la casada com Yasuo,
pretendente a quem ela fora prometida. Tem início uma história de amor
proibida, de desenlace imprevisível.
Yukio foi um grande nome da
literatura japonesa. Seu primeiro livro publicado foi ‘’Confissões de uma
máscara’’ onde o leitor leva a misturar suas sensações e experiências com a do
personagem. Em sua vida, Yukio escreveu mais de 40 novelas, peças e ensaios.
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LITERATURA CHINESA
A Montanha e o Rio
Autor: Da
Chen
Editora: Nova Fronteira
Sinopse: ‘A montanha e o rio'
narra a saga de dois irmãos que trilham caminhos distintos, mas cujas vidas se
encontram quando se mesclam inevitavelmente aos acontecimentos que marcam a
história política e social da China no final do século XX. Numa trama repleta de
conspiração, mistério e paixão, Tan e Shento se tornam inimigos ferozes tanto
no campo político quanto no pessoal, pois, por um capricho do destino, se
apaixonam pela mesma mulher, o que contribui para acirrar ainda mais o ódio que
sentem um pelo outro. Com esta história envolvente, que levou oito anos para
ser concluída, Da Chen, conhecido por suas obras memorialísticas, faz sua
primeira incursão pela área da ficção. A marca de Da Chen está por certo
presente nesta narrativa que possui também traços do romance histórico e é
perpassada pelas milenares tradições do Oriente e suas relações com o mundo
ocidental.
Outro livro do autor Da Chen que
vale a pena conferir é ‘’A última imperatriz’’, um romance o qual o personagem
principal, Samuel Pickens, vai atrás dos segredos em relação à morte de sua
esposa.
Outro livro do autor Da Chen que vale
a pena conferir é ‘’A última imperatriz’’, um romance o qual o personagem
principal, Samuel Pickens, vai atrás dos segredos em relação à morte de sua
esposa.
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Legend
Autora: Marie
Lu
Editora:
Rocco
Sinopse: Ambientado na cidade de Los Angeles em
2130 D.C, na atual República da América. Conta a história de um rapaz – o
criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da
República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a
ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade
que os dois desvendarão se tornará uma lenda.
Marie Lu é uma escritora chinesa de
romance jovem-adulto. É especialmente conhecida pela trilogia ‘’Legend’’
traduzido para o português.
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Pequim em Coma
Autor: Ma
Jian
Editora:
Record
Sinopse: Com humor negro, fina
ironia, beleza poética e uma raiva profunda, este extraordinário romance conta
a história de Dai Wei, um dos estudantes envolvidos nas manifestações. Há quase
uma década em coma profundo, após ser atingido pela bala de um dos soldados,
seu corpo é sua prisão. Mas as lembranças permitem a fuga.
Conforme o relato
minuto a minuto dos acontecimentos que culminam no tiro se torna mais intenso,
o leitor se vê hipnotizado por uma fascinante jornada emocional, onde os
limites entre vida e a morte se tornam cada vez mais nebulosos.
Ma Jian é um escritor
chinês, seu primeiro trabalho traduzido para o inglês foi ‘’Strick Out Your
Tongue’’. Seus livros possuem uma linguagem mais violenta e retratam coisas
como sexo e violência.
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LITERATURA COREANA
Por favor, Cuide da
Mamãe
Autora: Kyung Sook Shin
Editora: Intrínseca
Sinopse: Park So-nyo, 69 anos, mãe
de cinco filhos, desapareceu. Ao chegar a Seul para visitá-los, saindo de sua
aldeia com o marido, com quem é casada há mais de 50 anos, ela é deixada para
trás em meio à multidão em uma plataforma da estação de metrô. Como fez a vida
toda, ele simplesmente supôs que a esposa o seguia. Essa é a última vez em que
Park é vista.Começa então a procura, liderada pelos filhos e o marido, que se
transforma em uma exploração emocional repleta de remorso e marcada pela triste
descoberta de uma mulher que ninguém nunca conheceu. Narrado pelas vozes de uma
filha, de um filho, do marido e da própria mulher desaparecida, Por favor,
cuide da Mamãe é, ao mesmo tempo, um retrato da Coreia do Sul contemporânea e
uma história universal sobre família e amor.
A autora Kyung é sul-coreana e já
escreveu sete romances e três obras de não-ficção. Em 2012, conquistou o prêmio
‘’Man de Literatura Asiática’’ com Por favor, Cuide da Mamãe, sendo a primeira
mulher a ganha-lo.
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Infelizmente, livros traduzidos do
coreano estão em falta, mas se alguém quiser saber sobre novelas coreanas
(dorama), eu estou sempre aí com uma lista imensa HAHAHAHA.
Espero que tenham gostado e se
inspirado a ler algum.
Grande beijo :*
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sexta-feira, 13 de maio de 2016
[RESENHA 13] A GAROTA NO TREM
A garota no trem
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Sinopse: Todas
as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar
trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece
de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e
aconchegantes casas.
Em
determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa
diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem
chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida
perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o
trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que
Jess – na verdade Megan – está desaparecida.
Sem conseguir se
manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só
participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida
de todos os envolvidos.
Infelizmente
e felizmente foi o primeiro livro de suspense que li na vida. Como? Também não
sei, passei 19 anos da minha vida enterrada em romances e esse novo ar não
poderia ser melhor, porque começou com esse livro maravilhoso. O devorei em
menos de uma semana, em uma leitura compulsiva onde meus olhos corriam entre as
linhas para descobrir mais coisas de Megan, Scott, Rachael...
Rachel é a
personagem principal, a que viu, a que sabe e que ao mesmo tempo não sabe. Isso
devido ao seu problema com o alcoolismo, o que nos levar a tatear com cuidado o
que ela está dizendo. Será que o que ela vê é real? Além do problema de ela não
se lembrar de muita coisa quando está bêbada. Aí que o livro fica interessantíssimo,
quando em um dia comum na sua vida, indo de trem a Londres, ela se vê imersa na
vida de Jess e Jason (nomes inventados por ela, que os vê sempre pela janela do
trem). Na verdade, são Megan e Scott. Pessoas que Rachel tem imaginado como
seriam a vida, uma vida perfeita e feliz, diferente da dele. Separada de Tom,
com raiva de sua atual mulher, Anna.
Só que obvio,
aparências enganam, e Rachel aos poucos descobre mais da vida de seus
personagens e seu véu de que a vida deles é perfeita se desmancha. Jess está
desaparecida. Jess que Rachel descobre ser Megan. E pelo que Rachel viu pela
janela do trem, um dia antes de seu desaparecimento, a induz em uma trilha em
busca de respostas. Respostas sobre o que aconteceu naquele dia pode estar
ligado com seu desaparecimento.
O livro é incrível,
com uma leitura fácil e viciante, onde o cenário muda a todo momento. Sendo
narrado pela visão de Rachel, Megan e Anna, esposa de Tom. Um quebra cabeça
que, para mim, só foi montado no finalzinho. A lição desse livro com certeza é
que aparências enganam, e muito. Talvez eu tenha ficado um pouco paranoica até
com o porteiro? Talvez.
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