segunda-feira, 16 de maio de 2016

[PARA SE INSPIRAR] LITERATURA ASIÁTICA

Postado por Bianca Barion às 15:31 0 comentários
Expandindo meu amor pela cultura asiática, resolvi falar de alguns livros com autores da Ásia traduzidos para o português. :D 

LITERATURA JAPONESA

Haruki Murakami é um grande sucesso no Japão e mundo a fora, por isso vale a pena conferir seus livros traduzidos, que somam em 12. Seu mais recente prêmio conquistado foi o de ‘’literatura Hans Christian Andersen’’, onde nomes como Paulo Coelho e J.K Rowling já foram consagrados.

Kafta à Beira-Mar

Autor: Haruki Murakami                      
Editora: Objetiva

Sinopse: Kafka Tamura é um solitário menino de 15 anos que decide fugir da casa do pai para escapar de uma terrível profecia, além de tentar encontrar a mãe e a irmã, que partiram quando ele ainda era criança. Ele leva poucos pertences em uma mochila e não sabe nem ao menos que rumo seguir. Sua rota de fuga irá se cruzar, inevitavelmente, com a de Satoru Nakata, um homem idoso que, após passar por um trauma inexplicável na infância, adquiriu estranhos poderes sobrenaturais.
A odisseia desses personagens, tão misteriosa para eles quanto para nós, será pontilhada por provações e descobertas, em uma das mais surpreendentes obras da literatura dos últimos anos.

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Caçando Carneiros 

Autor: Haruki Murakami                   

Editora: Alfaguara Brasil


Sinopse: Lançado originalmente no Japão em 1982, 'Caçando carneiros' é o romance que tornou Haruki Murakami conhecido mundialmente. Permeado de mitologia e mistério, a obra é um thriller literário extraordinário. O protagonista do livro é um personagem, do qual não sabemos o nome, que leva uma vida tranquila trabalhando numa agência de publicidade, convivendo com a ex-mulher e alguns amigos - todos muito comuns, ou assim parece. Mas tudo muda depois que ele recebe uma carta misteriosa e conhece pessoas inesperadas - uma modelo de orelhas sedutoras, um grupo político de direita com um chefe enigmático e, por incrível que pareça, um homem-carneiro. Lançado em uma busca fantástica, ele terá que atravessar o Japão para encontrar o único carneiro que pode trazer novamente algum sentido ao seu cotidiano. Nessa jornada, nosso narrador se verá no lugar de um excêntrico detetive que, ao mesmo tempo em que esclarece pistas, descobre um pouco mais sobre si mesmo. Murakami é um autor que sabe contar histórias extraordinárias como ninguém. Ao mesclar situações banais a fatos inexplicáveis, ele faz com que o leitor mergulhe em seu universo e se deixe levar por suas narrativas oníricas.

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Mar inquieto  

Autor: Yukio Mishima                     

Editora: Companhia das Letras

Sinopse: O jovem pescador Shinji conhece Hatsue, uma mergulhadora de beleza inquietante, na orla da praia de Utajima, onde mora com a mãe e o irmão. Hatsue é filha de Terukishi Miyata, um dos homens mais ricos da pequena vila pesqueira japonesa. Shinji e Hatsue se apaixonam e frustram a vontade do pai da garota de vê-la casada com Yasuo, pretendente a quem ela fora prometida. Tem início uma história de amor proibida, de desenlace imprevisível. 

Yukio foi um grande nome da literatura japonesa. Seu primeiro livro publicado foi ‘’Confissões de uma máscara’’ onde o leitor leva a misturar suas sensações e experiências com a do personagem. Em sua vida, Yukio escreveu mais de 40 novelas, peças e ensaios.

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LITERATURA CHINESA


A Montanha e o Rio

Autor: Da Chen                             

Editora: Nova Fronteira

Sinopse: ‘A montanha e o rio' narra a saga de dois irmãos que trilham caminhos distintos, mas cujas vidas se encontram quando se mesclam inevitavelmente aos acontecimentos que marcam a história política e social da China no final do século XX. Numa trama repleta de conspiração, mistério e paixão, Tan e Shento se tornam inimigos ferozes tanto no campo político quanto no pessoal, pois, por um capricho do destino, se apaixonam pela mesma mulher, o que contribui para acirrar ainda mais o ódio que sentem um pelo outro. Com esta história envolvente, que levou oito anos para ser concluída, Da Chen, conhecido por suas obras memorialísticas, faz sua primeira incursão pela área da ficção. A marca de Da Chen está por certo presente nesta narrativa que possui também traços do romance histórico e é perpassada pelas milenares tradições do Oriente e suas relações com o mundo ocidental.
Outro livro do autor Da Chen que vale a pena conferir é ‘’A última imperatriz’’, um romance o qual o personagem principal, Samuel Pickens, vai atrás dos segredos em relação à morte de sua esposa. 

Outro livro do autor Da Chen que vale a pena conferir é ‘’A última imperatriz’’, um romance o qual o personagem principal, Samuel Pickens, vai atrás dos segredos em relação à morte de sua esposa.


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Legend

Autora: Marie Lu                                 

Editora: Rocco

Sinopse: Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C, na atual República da América. Conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda.

Marie Lu é uma escritora chinesa de romance jovem-adulto. É especialmente conhecida pela trilogia ‘’Legend’’ traduzido para o português. 

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Pequim em Coma

Autor: Ma Jian                           

Editora: Record

Sinopse: Com humor negro, fina ironia, beleza poética e uma raiva profunda, este extraordinário romance conta a história de Dai Wei, um dos estudantes envolvidos nas manifestações. Há quase uma década em coma profundo, após ser atingido pela bala de um dos soldados, seu corpo é sua prisão. Mas as lembranças permitem a fuga.
Conforme o relato minuto a minuto dos acontecimentos que culminam no tiro se torna mais intenso, o leitor se vê hipnotizado por uma fascinante jornada emocional, onde os limites entre vida e a morte se tornam cada vez mais nebulosos.

Ma Jian é um escritor chinês, seu primeiro trabalho traduzido para o inglês foi ‘’Strick Out Your Tongue’’. Seus livros possuem uma linguagem mais violenta e retratam coisas como sexo e violência. 

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LITERATURA COREANA 

Por favor, Cuide da Mamãe

Autora: Kyung Sook Shin                    

Editora: Intrínseca

Sinopse: Park So-nyo, 69 anos, mãe de cinco filhos, desapareceu. Ao chegar a Seul para visitá-los, saindo de sua aldeia com o marido, com quem é casada há mais de 50 anos, ela é deixada para trás em meio à multidão em uma plataforma da estação de metrô. Como fez a vida toda, ele simplesmente supôs que a esposa o seguia. Essa é a última vez em que Park é vista.Começa então a procura, liderada pelos filhos e o marido, que se transforma em uma exploração emocional repleta de remorso e marcada pela triste descoberta de uma mulher que ninguém nunca conheceu. Narrado pelas vozes de uma filha, de um filho, do marido e da própria mulher desaparecida, Por favor, cuide da Mamãe é, ao mesmo tempo, um retrato da Coreia do Sul contemporânea e uma história universal sobre família e amor. 

A autora Kyung é sul-coreana e já escreveu sete romances e três obras de não-ficção. Em 2012, conquistou o prêmio ‘’Man de Literatura Asiática’’ com Por favor, Cuide da Mamãe, sendo a primeira mulher a ganha-lo. 

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Infelizmente, livros traduzidos do coreano estão em falta, mas se alguém quiser saber sobre novelas coreanas (dorama), eu estou sempre aí com uma lista imensa HAHAHAHA.

Espero que tenham gostado e se inspirado a ler algum. 


Grande beijo :*  



sexta-feira, 13 de maio de 2016

[RESENHA 13] A GAROTA NO TREM

Postado por Bianca Barion às 14:34 0 comentários

A garota no trem
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record

Sinopse: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. 


Infelizmente e felizmente foi o primeiro livro de suspense que li na vida. Como? Também não sei, passei 19 anos da minha vida enterrada em romances e esse novo ar não poderia ser melhor, porque começou com esse livro maravilhoso. O devorei em menos de uma semana, em uma leitura compulsiva onde meus olhos corriam entre as linhas para descobrir mais coisas de Megan, Scott, Rachael...

Rachel é a personagem principal, a que viu, a que sabe e que ao mesmo tempo não sabe. Isso devido ao seu problema com o alcoolismo, o que nos levar a tatear com cuidado o que ela está dizendo. Será que o que ela vê é real? Além do problema de ela não se lembrar de muita coisa quando está bêbada. Aí que o livro fica interessantíssimo, quando em um dia comum na sua vida, indo de trem a Londres, ela se vê imersa na vida de Jess e Jason (nomes inventados por ela, que os vê sempre pela janela do trem). Na verdade, são Megan e Scott. Pessoas que Rachel tem imaginado como seriam a vida, uma vida perfeita e feliz, diferente da dele. Separada de Tom, com raiva de sua atual mulher, Anna.
Só que obvio, aparências enganam, e Rachel aos poucos descobre mais da vida de seus personagens e seu véu de que a vida deles é perfeita se desmancha. Jess está desaparecida. Jess que Rachel descobre ser Megan. E pelo que Rachel viu pela janela do trem, um dia antes de seu desaparecimento, a induz em uma trilha em busca de respostas. Respostas sobre o que aconteceu naquele dia pode estar ligado com seu desaparecimento.


O livro é incrível, com uma leitura fácil e viciante, onde o cenário muda a todo momento. Sendo narrado pela visão de Rachel, Megan e Anna, esposa de Tom. Um quebra cabeça que, para mim, só foi montado no finalzinho. A lição desse livro com certeza é que aparências enganam, e muito. Talvez eu tenha ficado um pouco paranoica até com o porteiro? Talvez. 



quinta-feira, 5 de maio de 2016

[SELEÇÃO DE TEXTOS ANTIGOS] AS SEMENTES DE MARIA

Postado por Bianca Barion às 20:34 0 comentários
Maria sentira falta de João.

O tamanho da sua saudade trazia para perto a tristeza. A tristeza emaranhava-se e retorcia-se para perto da saudade.

E nesse jogo, o céu entristeceu-se com o choro de Maria e começou a chorar também. A água da chuva regou as sementes do amor de Maria e ali desabrocharam lindas flores. Flores para João.

O choro e a chuva pareciam aumentar ao contemplar tão belas flores sem a presença de João. Maria queria mostrar todas suas flores a João.

Maria entrou em um barco e seu choro a levou até o sertão, onde João estava. A chuva dera de beber a várias plantas e a população nunca se vira tão feliz.

Feliz ficaria Maria se visse João.

Uma parte da cidadezinha ainda estava seca e a chuva e o choro não conseguiam atravessar. Maria aproximou-se. João estava lá.

Não havia sementes para Maria. João nunca as plantou, nunca as teve.

Todas as flores de Maria morreram, lá há 1000 km de distância. A dor atravessava oceanos.

Oceanos que não se comparavam às lágrimas de Maria. E o maior deserto não se comparava ao coração de João. 





terça-feira, 3 de maio de 2016

[TEXTO] PIOR QUE PERDER ALGUÉM, É PERDER A SI MESMO

Postado por Bianca Barion às 16:37 0 comentários
Eu queria telefoná-la, mandar um email ou quem sabe uma carta. Carta. Ela ficaria feliz em receber uma. Queria contar-lhe o que vem passando aqui dentro e o que assusta lá fora. Como as coisas mudaram e como eu superei alguns medos. Como outros cresceram, como pessoas foram embora. Não. Ela não ia gostar de saber disso. Se eu ao menos pudesse encontrá-la em algum canto. Escolher as palavras certas para que ela não me olhasse com pena. ‘’Você sabia exatamente o que queria’’. Não quero ouvir isso dela.

Ela ficaria feliz em saber que entrei na faculdade. Talvez risse dos meus novos gostos e diria ‘’Jamais eu gostaria disso’’. Eu riria também. E se eu dissesse sobre minhas magoas? Bem, ela arregalaria os olhos e diria que isso é normal. Sempre será. Me confortaria com um livro ou dizendo para eu ir escrever. Faz tempo que não escrevo, aliás. Isso a deixaria desconsertada.

Se eu ao menos pudesse encontrá-la. Ela que sou eu. Ela que acreditava nos seus sonhos com tanta garra. Acreditava que a coisa mais bela era o amor. Que chorava e tinha ataques de ansiedade e achava beleza em algum lugar naquela catástrofe. Eu sempre recolhia os pedaços. E escrevia. Escrevia até tudo de belo e doloroso sair. Ela que queria o mundo. Eu que não tenho mais esperanças.

O último gole de esperança é aquele de a achar. E quando eu me achar, não dar um simples telefonema. Ela quem vai me guiar. ‘’Ei, não se perca’’. ‘’Nós somos indecisas mesmo, mas o sonho que nos escolheu nunca nos deixa’’.


Eu posso ter deixado o sonho. Mas o sonho está lá. Junto dela. Junto de mim. Eu só preciso encontrá-los.

[TEXTO] COM AMOR, SOLIDÃO

Postado por Bianca Barion às 16:19 0 comentários
Eu nunca soube o que era solidão. Vivia de pequenos amores que me rendiam grandes dores. De coisas irreais que aos olhos da fé transformavam-se em verdadeiras. Regava com todo meu sangue e lágrimas flores que nunca desabrochariam. Cortei-me com espinhos que faziam doer a alma por toda noite. Eu não sentia solidão. Sentia dor.

Hoje o jardim que não mais cultivo, os pequenos pedaços deixados por alguém, aqueles que não me bastam mais, tudo foi embora. A liberdade preencheu-me e sinto o seu gosto agridoce na boca todo santo dia. O amargo vem quando olho em volta e não vejo nada. O doce vem na presença do descanso e da calmaria de um coração que já doeu muito. Mas a dor do vazio, ela existe. Existe de tal modo que nos faz perguntar qual o melhor lado a jogar. Entregar-se ou recuar-se.
Todo mundo precisa de alguém. Eu penso e repenso. Não quero acreditar. Segure sua própria mão, eu digo, faça a si mesma sorrir. Vá sozinha. Volte com o sabor do dever cumprido. Seja firme e continue forte. E se eu cair? Bem, eu aprendi a voar.

Mas querer alguém esperando caso o voo não seja bem-sucedido não é uma má ideia. Ou talvez alguém que voe comigo. Segurar as mãos de alguém no momento mais frio não seria exatamente ruim. E nem a companhia de alguém na volta e na ida. A mentira que isso não é o melhor para mim agora não parece a melhor ideia. Forte é quem admite. Precisamos de alguém.

Agora eu sei o que é solidão.



quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

[TEXTO] EVAPORAR

Postado por Bianca Barion às 22:50 0 comentários
Da última vez que o céu chorou, eu pude vê-lo através dos seus olhos. Demos as mãos, demos os primeiros beijos. Tive a certeza que sempre ia querer me abrigar da chuva ao seu lado. Tive a certeza que só você importava para mim, e sabia que todas as vezes que meu céu se tornasse cinza, eu ia querer você.
Quando lá em cima sorriu, nós voltamos a caminhar. Mãos dadas. Segundos beijos. E eu sabia que todas as vezes que tudo fosse o mais belo arco íris, eu ia querer você.
Sempre ia te querer.
Sempre ia te amar. 

[TEXTO] ALÉM DOS MIL QUILÔMETROS

Postado por Bianca Barion às 22:44 0 comentários
Eu não posso fazer você ficar.
Amar.
Me amar.
Ficamos, nos amamos. Eu te amei no passado e no presente. Você sempre foi o melhor presente que ganhei. Talvez eu te deixe ir no futuro.
Você não quer ficar, e a vida ensina, não há nada a fazer.
Se declarar é se humilhar, meu bem.
É ouvir o que você já sabe.
Não faça perguntas das quais você já sabe a resposta.
Pra quê?
Pra que firmar a dor, pra que confirmar.
Ele quer ir.
Deixe-o ir.
Mas deixe-me sofrer. 
 

Inquieta Solidão Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos

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