terça-feira, 13 de janeiro de 2015

[RESENHA 13] A LISTA DE BRETT

Postado por Bianca Barion às 00:00
 


A lista de Brett
Autora: Lori Nelson Spielman
Editora: Verus

Sinopse: Brett Bohlinger parece ter tudo na vida – um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.
Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe. Seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência.

A lista de Brett, mais um livro que fez minha bipolaridade alcançar níveis alarmantes. Eu adorei não adorando.

Pois bem, vamos lá. A querida mãe de Brett, Elizabeth, guardou uma lista de desejos da filha feita quando ela tinha apenas 14 anos. Depois de sua morte, vítima de um câncer, Elizabeth deixa como missão a Brett cumprir esta lista, e só assim terá acesso a herança deixada, tudo isso num prazo de um ano. Para acompanhar o processo, ela conta com o advogado Brad, que logo vira seu amigo.
No decorrer da história, contamos com grandes personagens, cada um com um impacto na vida de Brett. Andrew, seu namorado frio. Shelley, sua cunhada e amiga, o querido advogado Brad, sempre a apoiando. Entre outros personagens secundários.

O começo do livro é muito morno e parece que não vai levar a lugar algum. Conforme o desenrolar dele, começam a aparecer personalidades mais interessantes, desejos a serem cumpridos e isso dá um ‘’up’’ no contexto todo. Mas senti falta de alguma coisa, o livro tinha tudo para ser inesquecível e maravilhoso, mas foi apenas interessante na minha perspectiva.

O que deixou a desejar foi a narração. Eu não acreditei na Brett. Creio que quando você lê um livro você deve acreditar na personagem, a ponto de odiá-lo ou de amá-lo como se ela fosse real. Brett nunca foi real para mim, sempre a vi com o semblante da escritora atrás.

Acho que como sendo o primeiro livro de Lori, ela não soube manter muito a emoção e suspense. O livro é narrado em primeira pessoa e concordo que é uma leitura bem simples e fácil, creio que isso que me incomodou. O modo que ela descreve os fatos não me prendia em nenhum momento. Em algumas partes do decorrer da história, ela estregava o que iria acontecer logo em seguida. Como se você lesse em um livro de terror. ‘’Estou prestes a entrar nessa casa mega assustadora e com certeza encontrei um monstro enorme e terrível que vai saltar daquele armário que está com uma fresta aberta, com certeza ele vai sair dali’’. Isso só mostra que ao entrar na casa nada acontecerá, porque você já revelou a expectativa da personagem, e é claro para o leitor que os fatos não aconteceriam conforme ela, porque seria ridículo.

O livro é baseado no obvio para mim. O suspense não dura mais que um capítulo. Tudo bem que para quem leu se surpreendeu no final com alguma coisa, mas eu achei obvio. OBVIO, a palavra do dia.
Por parte, gostei do jeito que ela caminhou com a história e como Brett cresceu com tudo isso, e com as passagens que me emocionaram. Gostei também da criatividade da escritora no decorrer dos capítulos, mas nada além disso.

Para mim, um livro morno sem nada especial, apenas uma deliciosa história, mas que não prende em momento nenhum e que deixa muito pouco a palavra ‘’O que vem agora?’’ no ar.

Trecho favorito: ‘’ Mas onde fica exatamente a divisória entre coragem e arrogância, entre desejar o que é certo e esperar mais do que merecemos?’’ Pág. 336.







sábado, 27 de dezembro de 2014

[TEXTO] PARA VOCÊ, J.

Postado por Bianca Barion às 23:07 0 comentários
Se for para ir embora, o faça com carinho. Você sabe que lhe dei meu coração quebrado em mínimos pedaços, feito um vaso velho. O dei em suas mãos e você olhava meio sem jeito, meio sem ter o que fazer, mas olhava com aqueles olhos castanhos. Sorria com aquele sorriso que só você sabe dar, e, bem, eu pensei - que se dane. Se for para ir embora, deixe-me abraçar-te só mais uma vez. Eu juro, não vai demorar muito. Pegue na minha mão, olhe-me sem jeito e faça promessas fajutas, como a que um dia encontrarei alguém tão especial como você. Se for para ir embora, vá rápido, sem anestesia, não tente achar o encanto que se foi. Você não achará, nenhum deles nunca acha. Mas antes, deixe comigo aquela blusa azul escuro sua que você jura que te deixa mais bonito, como se isso fosse possível. A deixe para eu sentir seu cheiro antes de dormir. Assim como eu fazia antigamente e você ria quando eu contava. Deseje-me boa sorte. Deseje-me força. E quando for embora, dê-me um beijo e diga que o último é seu, e dessa vez eu deixarei você vencer, porque realmente é o último. Não se assuste quando meu coração virar pó. Apenas tire seus óculos para não ver com clareza. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

[TEXTO] NOSSA HISTÓRIA SEM COMEÇO

Postado por Bianca Barion às 20:11 0 comentários
Imagine se eu só te conhecesse daqui a 10 anos. Numa hora desta, eu estaria em paz. Eu poderia estar ouvindo músicas tristes e não me identificando com nenhuma. Andaria por aí com o coração desocupado. Toda noite sem angústia e as lágrimas em função de você. Poderia estar me sentindo intensa, forte. Eu ainda faria cara feia ao ouvir rock. Não me sentiria tão imprestável. Sem tantas perguntas me assombrando. E se eu tivesse te conhecido há 10 anos? Se a gente fosse melhores amigos. Eu tivesse passado a maior parte da minha vida sendo sua amiga, te decifrasse de trás para frente. Se desde sempre você soubesse que eu te amava. Chegaria num ponto e afirmaria: ‘’é ela’’? Será que nossa história é impossível por questão de tempo, por questão minha, sua, ou do destino? Imagine se eu nunca tivesse te conhecido. Toda vez que eu penso que poderia ter seguido outro caminho no ano anterior, nunca ter cruzado com você, vem uma vontade de chorar. Pois é, quando não choro pensando em ti? Sabe o que me deixa de pé quando eu acho que tudo está acabado, quando está tudo uma droga? É você. Você se tornou minha esperança, minha felicidade em tanto pouco tempo. E sabe o que é pior? Isso não é para sempre. Neste momento você está amando outra, enquanto eu, o que faço? Escrevo coisas que você nunca se quer vai ler. Minha esperança é você. Mas eu nunca te terei. A vida me apresentou uma pessoa maravilhosa, mas e daí? O que eu ganho com isso? Eu vou ter você para mim? Eu vou ter alguma chance contigo algum dia? A resposta é clara: Não. Eu não quero enxergar isso, porque você é minha perspectiva. Você me traz felicidade. Mas essa esperança vai embora algum dia. Vou perceber que você nunca segurará minha mão, eu nunca te beijarei, você nunca me chamará de ‘’amor’’. E quando isso acontecer, eu vou perder o que me mantém em pé, e eu estou com tanto medo. Eu te amo, e talvez nossa amizade não sobreviva a isso. Nunca seremos amigos completos. Vou ser sempre a que te ama. E você o que ama outra. 
O ponto é esse: O destino. Se eu tivesse te conhecido anos atrás, anos a frente, não mudaria nada. Eu sinto isso. Eu fui destinada a me apaixonar por você, mas você não foi para o mesmo. Nunca seria. Namorando, solteiro ou até viúvo. A gente não foi feito para ficar junto, mas a vida quis, de alguma forma, que eu te conhecesse, mesmo que eu ache que não posso viver sem você, enquanto eu seria sua última opção de amor. Eu só sei que o que nunca poderia acontecer, seria eu nunca ter te conhecido. Eu estava aqui o tempo todo, só te esperando, porque eu precisava do seu sorriso para acreditar. E talvez agora eu acredite. De qualquer forma, o destino foi lindo me apresentando você. Não ficaremos juntos nunca? Que se dane, eu amei você da forma mais verdadeira, e quem sabe, em outra vida.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

[SELEÇÃO DE TEXTOS ANTIGOS] EU CONTINUO ASSIM?!

Postado por Bianca Barion às 13:00 0 comentários
‘’ Eu não sou mais aquela garota romântica. Eu não acredito mais em ‘’felizes para sempre’’, muito menos no homem ideal. Eu me tornei uma pessoa fria e com poucos sentimentos. Aos que me restaram, é amor pela leitura, escrita, e pelos meus maravilhosos ídolos, com suas músicas que faz minha alma sorrir. Amor pelas coisas simples, pelos fins de tardes e o começo de outro dia. Eu substituí a necessidade de me apaixonar loucamente por um carinha com um corte de cabelo legal, cuja sala sei, ‘’um ano à frente’’, penso. E nunca mesmo troquei uma palavra e tive que descobrir seu nome fazendo uma boa pesquisa pelo colégio, ou, quem sabe, por uma rede social. Já acho que morro de amores por ele. Claro, ele é o amor da minha vida. Sobre a vida dele?! Bem, não sei nada. Ele pode ser um estuprador, mas, ah, do que isso importa? Eu quero a felicidade, só ela. Na minha vida aconteceram coisas incríveis que não pude valorizar porque eu não estava completa. Estava faltando o amor de um menino babaca com a mentalidade de um garoto de nove anos. Ah, meu deus, eu vou chorar por tudo, vou dedicar meus posts no tumblr a ele. Vou perder horas de sono, vou descobrir alguma música que tenha nossa história. Mas que história, meu senhor? A nossa história é resumida na qual você nem sabe meu nome, e eu sei seu sobrenome, e tudo mais o que eu posso? Resumida em quantas vezes chorei enquanto você se divertia com os amigos? É isso mesmo que eu estava querendo fazer com a minha vida?
Era, porque isso mudou. Agora eu me coloco em primeiro lugar, e se um dia vir a gostar de alguém, essa pessoa será colocada como segunda opção de felicidade. Eu não me amava, eu me achava uma fracassada cuja única coisa que merecia era ficar correndo atrás de alguém. Mesmo ele me ignorava de tão forma eu simplesmente sempre voltava. Porque eu não amava a mim mesma. Eu tinha que ficar falando ‘’não sou boa o suficiente para ele’’. Acorda! Eu tenho é que falar ‘’ele não é bom o suficiente para mim. ’’ Se valorizar, essa é a palavra. Não depender de um amor para respirar. É quando seu coração já está totalmente quebrado, você para e pensa que não dá mais. Ele não vai aguentar outra decepção. O seu psicológico não vai mais. Você cansa, e eu cansei totalmente. Agora em diante é deixar a razão falar mais alto. Coração não foi feito para pensar, então não deixe a ele essa função.
A minha autoproteção foi a melhor coisa para mim. Eu estou totalmente quebrada, devastada. Vou trabalhar nisso todos os dias. Talvez as magoas não possam ser apagadas, sempre haverá uma cicatriz em mim. Por isso, não quero mais me aventurar num local desconhecido. Eu já estou exposta e, sim, eu desisto completamente. Não quero mais para minha vida correr atrás de alguém. Eu já corri uma maratona, já me declarei por nada. Sabe quanto doí isso? Muito. O tal homem da minha vida, eu não estou mais esperando por ele, como antes eu fazia. Eu apenas estou conformada que ele simplesmente pode não existir. Estou fechada para o amor. Nunca mais correrei atrás de um e isso pode me fazer perder alguém, quem sabe. Mas quantas vezes, meu senhor, eu corri atrás achando que esse era o homem, e eu apenas estou tirando uma frase de minha vida: ‘’e quantas vezes mais correrei atrás?!’’ Eu vou ficar parada, é isso.
Quando não é pra ser, não será. E eu custei MUITO para notar isso. Eu tive que quebrar a cara um milhão de vezes e ficar humilhada no chão. De voltar a cometer os mesmos erros até tomar uma atitude. Vou dar meu amor para quem mais merece por ter sofrido tanto, vou amar a mim mesma. ‘’

Beleza, Bianca, mas deixa eu contar uma coisa para você: isso não deu muito certo, não.

Esse texto é de 2012, eu deveria ter uns 15 anos e decidi escolhe-lo porque, agora, com 18 anos, estou passando pela mesma coisa. Não com tais pensamentos revolucionários como naquela época de ‘’ não existe amor’’ ‘’ sou fria’’. Até parece, sou um turbilhão de sentimentos, mais romântica que eu está para nascer, mas como eu estava magoada no dia em questão, eu auto me perdoo.

Eu jurava de pé junto que nunca mais amaria ninguém, mas o problema é que eu nunca tinha amado. Quando você é jovem, tipo bem jovenzinha mesmo, qualquer menino, qualquer toque, qualquer palavra dita vira eternidade. Você acha que só existe aquela pessoa e que daqui 3 anos ao pensar nela você ainda sofrerá e lembrará dos momentos bons. Pois é, eu lembro quem partiu meu coração para eu escrever isso, e, bem, hoje eu rio e nem lembro por que eu gostava do tal rapaz. Tenho que fazer até um esforcinho para lembrar o nome dele.  Taí uma coisa que eu aprendi com o tempo, que nada é para sempre, ainda mais quando se tem 15 anos. Jamais que o sofrimento por um garoto babaca durará anos, talvez nem dure meses. Você cresce e percebe que quem merece seu amor é quem o dá de volta, e se a pessoa nunca o deu, com certeza não dará lembranças boas para você levar por uma vida. Aos 20 e pouco você terá de perguntar para alguma amiga qual foi o menino que te magoou na 7 série e quando ela lembrar, você vai negar até a morte. Por que, assim, como foi possível gostar disso?

O sentimento que se carrega agora pode ser forte a ponto de cravar machucados na sua pele, porque ele é presente, mas nunca cicatrizes. Aprendizados, sim. Quando você se ver mais velha, não lembrará dos nomes e muito menos dos motivos de ter gostado de tal cara, mas todo seu amadurecimento, ah, com certeza, esse cara te ajudou a montar, por isso faz parte. A gente tem que passar por isso para um dia saber como agir. Saber não dramatizar e saber que não ama tal pessoa, que não está apaixonada. Amor bom vai ser aquele compartilhado, aquele que te fará sorrir e não chorar. Aquele que te trará sensações novas. Esse sim merece ser lembrado. Agora esses por menininhos do colégio? Jamais!

E achar que é possível desacreditar no amor quando se é igual eu, esperando o príncipe chegar de cavalo branco, mas, pela demora, parece que está vindo de trem da CPTM. Jamais rolará, sempre aparecerá alguém que te fará acreditar de novo, ou você sentirá a necessidade de sentir aquilo novamente. Aquele gosto de ilusão, de desespero, e de suspiros com coisas simples que a pessoa faz. Nós meio que necessitamos da dor do amor e do seu prazer dele. Não dá para viver sem isso.
Como disse no começo, estou passando pela mesma situação de desilusão amorosa chatinha, mas hoje sei administrar muito bem. A gente sabe quando não vai dar certo, a gente supera mais rápido. Não fazemos isso virar o fim do mundo. E não estou fechada para o amor, mas também estou deixando meu coração se recuperar e andando com cuidado em territórios desconhecidos.



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

[RESENHA 13] MEU NOME É MEMÓRIA

Postado por Bianca Barion às 15:37 0 comentários
Meu nome é memória
Autora: Ann Brashares.
Editora: Suma de letras.
Sinopse: Vivi mais de mil anos. Morri incontáveis vezes. Esqueço o número exato. Minha memória é uma coisa extraordinária, mas não é perfeita. Sou humano. (...) Nunca tive filhos, nunca envelheci. Não sei a razão. Vi beleza em coisas incontáveis. Eu me apaixonei e ela é quem resiste. Eu a matei uma vez, morri por ela muitas vezes e ainda não tenho nada para exibir. Sempre a procuro. Sempre me lembro dela. Carrego a esperança de que, um dia, ela venha a se lembrar de mim. Encontrar o amor verdadeiro nunca é fácil. Mas para Daniel, o protagonista de Meu nome é memória, isso parece ser ainda mais difícil. Ele tem um dom que por vezes assemelha-se a uma maldição: lembra-se de todas as suas vidas passadas. E em todas elas, foi apaixonado por Sophia. “Vivi mais de mil anos. Morri incontáveis vezes. Esqueço o número exato. Minha memória é uma coisa extraordinária”, escreve o protagonista. Inglaterra, Antioquia, Congo Belga, Constantinopla, Georgia. Todos esses lugares já presenciaram o amor do casal, porém Sophia nunca se recorda das memórias passadas. Vida após vida, através de dinastias e continentes, Daniel tenta fazê-la relembrar esse amor e conquistá-la para sempre, mesmo que ela mude de nome e aparência. Mas, em todas às vezes que Daniel e Sophia tiveram uma aproximação, foram separados de maneira dolorosa e fatal. No entanto, quando se reencontram em 2007, Sophia – que agora se chama Lucy – começa a lembrar do passado. Aos poucos, flashes das vidas anteriores vêm à memória, lembranças sensoriais se reavivam e ela percebe que Daniel faz parte de sua vida desde sempre. E agora, se o casal quiser passar suas próximas vidas juntos, terá que compreender e superar o inimigo desse amor. 



Lembro quando vi esse livro na prateleira da livraria e me entristeci. Por quê? Eu tinha pensado em escrever uma história exatamente assim. Precisei comprar e comprei. Bem, depois de ler, percebi que estava errada, eu nunca teria escrito uma história tão maravilhosa quanto. Vi muitas resenhas não dando crédito suficiente para esse livro, falando que ele é cansativo entre outras coisas.
Acho que eu amei tanto porque acredito demais em destino, almas gêmeas e esse tipo de coisa. Consegui drenar e perceber de cada página coisas fantásticas que segue um pensamento lindo.

Daniel, um rapaz inteligente e cheio de conhecimentos, o qual me apaixonei completamente pelo seu jeito, se lembra de todas suas vidas passadas e tem a capacidade de reconhecer almas. Lucy já se encontrou com ele em várias vidas, mas nunca se lembra. Daniel lembra e sempre a reconhece.

Há os personagens secundários, como Ben, o melhor amigo de Daniel. Ele tem o mesmo dom que ele, e o ajuda em muitos momentos com sua imensa sabedoria. Também temos Marnie, melhor amiga de Lucy, que, para mim, não teve muita função na história. E tem Joaquim, o vilão da história, mas não falarei disso.

O livro é dividido em um capítulo contando de alguma de suas vidas passadas, e o outro conta o presente. Achei surpreendente cada vida dele e como junto delas traz histórias fantásticas. Para mim, isso fez acrescentar muita coisa na história do presente e o conhecimento sobre os personagens, não achei nem um pouco confuso como algumas pessoas disseram, pois segue uma linha de tempo certa e fez eu me prender cada vez mais e desejar que Daniel e Lucy ficassem juntos.
Quando li o primeiro capítulo, achei que as ideias foram jogadas de maneira muito rápida. O que poderia ter rendido alguns capítulos, foi posto em um, mas com o desenrolar da história achei que isso não teve grande importância para o passar dos acontecimentos.

Um grande ponto negativo: O final. Realmente você se pergunta se foram arrancadas páginas do seu exemplar, porque ele te deixa totalmente na mão e se perguntando o que aconteceu depois dali. O único jeito é você imaginar e fazer o final perfeito.

Minha conclusão é que este livro marcou com toda certeza. Fiquei encantada com a forma que demonstrou como o amor de Daniel é forte e que vence qualquer obstáculo, nunca desistindo de sua amada, mesmo vida após vida, com outras aparências, e mesmo como eles são separados de forma triste a cada vida. Ele simplesmente não desiste e para mim essa história é uma das mais lindas que já li sobre amor verdadeiro.

Trecho favorito: ‘’ Começo todas as vidas com ela, meu pecado original. Eu me conheço por meio dela.’’ Pág. 46.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

[TEXTO] ADEUS, SANTA MARIA

Postado por Bianca Barion às 20:09 0 comentários
Parei numa rua qualquer, e a neblina não me deixava o ver. Havia uma risada familiar, soando pelas quinas, não parecia tão distante como de costume. O peso da mala começou a fazer doer minha coluna, enquanto minhas pernas estavam frouxas ao passar dos minutos. Não o via, mas eu estava risonha e vibrante. Então a risada parou de ecoar sozinha e se deu a uma companhia. Som esse que nunca ouvira antes e me entristeci. O seu dono apareceu, e mesmo com minha miopia e a ainda neblina pairando, eu sabia que era ele. Estremeci mais uma vez. Não via meus lábios dizendo que havia morrido todo santo dia até o momento de ouvir tua voz perto da minha. Não o vi dizendo que também me esperara. Não teve um grande reencontro, apenas o efeito do tempo. O motivo de sua risada não era mais meu e sim da moça ao teu lado. Cambaleei até ele, com lágrimas no olhar se atentando a cair. Apenas disse ‘’Um dia iríamos nos encontrar, não lembrastes?’’ O moço riu, enquanto se equilibrava na garota. De repente, nada mais restou ali. Ele não se lembrara. E nunca disseste que me amaria para sempre. Oh, boba eu, fazendo de meias palavras, um livro. Caçoei de mim e tomei o rumo de volta a casa. Como sempre, sem ele. 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

[RESENHA 13] ELEANOR&PARK

Postado por Bianca Barion às 19:31 0 comentários
Eleanor&Park
Autora: Rainbow Rowell.
Editora: Novo século.
Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.



First things first:

Eu não estava a fim de fazer resenha sobre este livro da Rainbow Rowell. Primeiro porque ele não é novidade e já tem milhares de resenhas sobre ele. Mas daí eu as li e percebi: TODO MUNDO AMOU! Então eu preciso dar minha opinião.

Eu não gostei nem um pouco (tá, talvez um pouquinho) da história. Os personagens são bem construídos, isso eu não posso negar. Park tem suas características próprias e fortes assim como Eleanor. Ela se veste estranho, ela é estranha e tem uma família mais estranha ainda. Park é comum, mas com um toque de único. Gostei do fato da vida de Eleanor ser atormentada e de Park calma, fazendo eles serem bem diferentes, mas, em alguns aspectos, comuns.  

O livro é dividido em PARK
ELEANOR
E não são eles quem narram e sim uma terceira pessoa em ambas as situações, o que eu achei ruim e desnecessário. Às vezes você para e pense ‘’ Agora é a vez de Park ou Eleanor?’’ Acho que Rainbow poderia ter explorado mais o ponto de vista de cada um na narração. Mas quem sou eu para falar de um best seller, não é mesmo?

O livro, para mim, não trouxe nada de novo. Eleanor e Park vão no mesmo ônibus todos os dias para a escola. Sentam-se lado a lado, mesmo Park não gostando muito da ideia.
‘’ - Sente-se aí – disse num tom agressivo.’’

Park sempre lia a caminho do colégio e Eleanor esticava o pescoço para ler junto dele, sem Park perceber. Até que um dia ele percebe de soslaio os olhares de Eleanor para os gibis. Então ele começa a emprestar algumas coisas a ela, como fitas e livros, e ainda não trocam uma palavra.

Um dia Park se sente na obrigação de começar uma conversa. Então conversam. Eleanor, como sempre, estranha. Ao rolar dos capítulos conhecemos mais dela e sua vida, a qual é desastrosa. Seu padrasto é medonho e mau. Sua mãe é submissa a ele, mas é uma boa pessoa. A mãe de Park é coreano e tem um jeito engraçado de falar. Seu pai é o tipo mais mandão.

A história se desenrola de uma forma cansativa, com repetidas ações.  Tem alguns pontos altos, mas nada de se surpreender. Não posso negar que as vezes dá um frio na barriga, como você estivesse na cena, pois a escritora soube transparecer os sentimentos muito bem, assim como tem bastante elementos engraçados na narração.

Finalizando, creio que a história poderia ter sido mais explorada, faltou muito para se tornar única, para se tornar algo que não queremos parar de ler. Só tenho a professar que é uma história bem comum de dois apaixonados e com problemas ao transcorrer da leitura. Eu sei que podemos achar um charme ali ou aqui em Eleanor &Park, mas não sei, faltou algo.

Sabe quando você quer chegar logo no final para ver se seus 14 reais gastos na promoção da saraiva valeram a pena? Bem, o final é ruim, sem sentido.

Qual é a sua, Eleanor? 

Trecho favorito (sim, tem): ''Ou talvez, pensou ele mais tarde, ele não reconhecesse todas as outras garotas. Do mesmo jeito que um computador cospe fora um disquete se não lhe reconheceu o formato. Quando tocou a mão de Eleanor, ele a reconheceu. Ele soube.'' Pág. 75.
 

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